Apresentação

Acadêmicos

História

Concursos

Caixa de texto:

Eventos

Links

Início

Contato

Notícias

Vida Acadêmica

NA INSTALAÇÃO SOLENE EM 15/11/1971, BENEDITO JOSÉ BARRETO FONSECA FAZ A PRIMEIRA PALESTRA DA ACADEMIA DE LETRAS DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA

O acadêmico Benedito José Barreto Fonseca, que faz a 1ª palestra da nossa academia, discorreu sobre a personalidade do seu patrono Castro Alves.

Com a palavra o acadêmico Benedito José Barreto Fonseca, falando sobre a vida e a obra de seu patrono Castro Alves, produziu uma peça de grande beleza e erudição, que a todos encantou merecendo os mais justos aplausos.

Imediatamente após, completando este número do programa a conhecida e apreciada declamadora Profa. Lucila Martarelo Astolpho, trechos do belo poema de Castro Alves – “O Navio Negreiro”.

 

ALMIR PAULA LIMA, O PALESTRANTE DE LAVRAS/MG

11/02/1972 – Salão Paroquial

Dando início aos trabalhos, foram então diplomados, os novos acadêmicos Dr. Acácio Ribeiro Valim, sanjoanense, e Dr. Helio Carvalho Teixeira, do Rio de Janeiro, que foram a seguir saudados respectivamente pelos acadêmicos Dr. Joaquim José Oliveira Neto e Francisco Roberto Junior.

Abrindo o ciclo das conferências programadas para este ano, ocupou a tribuna o Dr. Almir Paula Lima, titular da cadeira nº 22 de nossa Academia, num belo e substancioso trabalho fez o elogio do seu patrono Firmino Costa.  O Dr. Almir exerce o cargo de Juiz de Direito da comarca de Lavras/MG. Nesta cidade do estado montanhês preside a Academia de Letras e participa ativamente de muitas atividades sociais, inclusive a cátedra acadêmica.

A seguir, convidada pela mesa, a Sra. Professora Carmela Lombardi Vilela declamou um lindo poema, encerrando assim com uma nota alta de beleza e poesia aquela noite de cultura e arte.

 

MILTON DUARTE SEGURADO EM TERÇA RIMA, FALA SOBRE EUCLIDES DA CUNHA

24/03/1972 – Faculdade de Direito

 Iniciando os trabalhos o Sr. Presidente Dom Tomás Vaquero, após breve e expressiva alocução, deu a palavra ao acadêmico Dr. Licinio Vita da Silva, para a apresentação do conferencista da noite, o acadêmico prof. Milton Duarte Segurado, que discorreu sobre a vida e a obra de seu patrono o grande Euclides da Cunha. Com a palavra o prof. Milton Segurado, que é poeta e rebuscador de rimas ricas, apresentou o seu trabalho biográfico de maneira original, isto é, em forma de um poema em versos decassílabos composto de três cantos em terça rima, no qual estuda e apresenta a vida tumultuada do grande autor dos “Sertões”.

 

JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA AZEVEDO FAZ PALESTRA SOBRE AFONSO ESCRAGNOLLE TAUNAY

22/04/1972 – Salão Paroquial

O conferencista da noite foi o acadêmico Dr. José Osório de Oliveira Azevedo, que discorreu longa e brilhantemente sobre a vida e a obra de seu patrono, o grande escritor e professor Afonso de Escragnolle Taunay, de quem foi aluno no antigo Ginásio de São Bento, na Capital. Apresentado e saudado pelo acadêmico Dr. Oliveira Neto, produziu o conferencista um belo e bem elaborado trabalho que a todos encantou. Os acadêmicos Jordano Silveira e Assis Canoas, leram versos de suas lavras.

 

LEÃO MACHADO FALA SOBRE AMADEU DE QUEIRÓZ

27/02/1972 – Salão Paroquial

Ocupando a tribuna para falar sobre a vida e a obra do seu patrono o escritor Amadeu de Queiroz, o acadêmico Leão Machado, que é também membro da Academia Paulista de Letras.

O conferencista foi apresentado e saudado pelo acadêmico Abelardo Moreira da Silva, que produziu uma brilhante e bela oração na análise da personalidade e da atividade literária de Leão Machado.

A seguir a Maria Aparecida Guimarães, esposa de Antonio Guimarães, com arte e beleza, declamou a bela poesia “As três coroas”, do saudoso poeta paulista Guilherme de Almeida.

Fez uso da palavra Sr. Dr. Antonio Marão, juiz de direito aposentado, residente na cidade de Botucatu e governador do 2º distrito do Lions Club, o qual se achava acompanhado de sua esposa, D. Lídia Menon Marão. Também esteve presente o Dr. Fortunato B. Valentim, procurador do Estado aposentado, residente em Taquaritinga/SP.

 

DOM TOMÁS VAQUERO FAZ PALESTRA SOBRE PE. ANCHIETA

30/06/1972 – Salão Paroquial

Abrindo a sessão, deu o senhor presidente, Dr. Octavio Bastos, a palavra ao acadêmico prof. Octavio Pereira Leite para fazer a apresentação e saudar o conferencista da noite, o ilustre acadêmico e nosso primeiro presidente Dom Tomás Vaquero, que discorreu sobre a vida e obra de seu patrono e taumaturgo Pe. José de Anchieta.

E, encerrando seu magistral trabalho, citou o orador o conhecido soneto do Guilherme de Almeida, “Prece a Anchieta”.

Como complemento de arte e beleza a esta primeira parte, foi declamada pela prof. D. Carmela Lombardi Vilela, o belo poema “Meu Jesus”, de Dom Aquino Corrêa.

Posta a palavra livre, solicitou-a o acadêmico Dr. Jordano Silveira que leu um soneto de sua lavra em homenagem ao conferencista.

 

JOSÉ MAGALHÃES NAVARRO E O BARÃO DO RIO BRANCO

29/07/1972 – Salão Paroquial

Abrindo a sessão, deu o Sr. Presidente, Dom Tomás Vaquero, a palavra ao acadêmico professor Octavio Pereira Leite, que apresentou e saudou o conferencista da noite, acadêmico Dr. José Magalhães Navarro, que discorreu sobre a vida e a obra de seu patrono e grande brasileiro Barão do Rio Branco.

A seguir as senhoras Carmela Edwirges Lombardi e Maria Aparecida Guimarães declamaram poesias.

A primeira “Moleque do Morro” de José Magalhães Navarro e a segunda, o belo e conhecido poema de Guilherme de Almeida “Medalha Paulista”.

 

HELIO DE CARVALHO TEIXEIRA FALA SONBRE DAVID ANTUNES

 26/08/1972 – Salão Paroquial

O Sr. Presidente, Dom Tomás Vaquero, deu a palavra ao acadêmico Prof. Roberto Junior, encarregado de saudar e apresentar o conferencista da noite, o nosso ilustre confrade Dr. Helio de Carvalho Teixeira, poeta e jornalista residente na Guanabara/RJ, que fez o elogio do patrono de sua cadeira, escritor e paulista David Antunes.

Com a palavra o acadêmico Dr. Helio C. Teixeira, produziu um belo trabalho, analisando a vida e obra de seu patrono David Antunes, um escritor paulista que apesar do seu grande valor, como bem o demonstrou o conferencista, viveu modestamente e quase completamente ignorado. Dentro de seu trabalho, falando sobre poesia, disse o conferencista que considera esta a mais difícil forma de expressão literária. Poesia, disse, é mistério, beleza e sobretudo emoção. Por isso não pode haver poesia sem emoção.

A seguir, as senhoras Aparecida Guimarães (D. Cidinha) e Carmela Lombardi declamaram belas poesias.

 

NISE MARTINS LAURINDO FALA SOBRE SEU PAI, FRANCISCO ANTONIO MARTINS JUNIOR

30/09/1972 – Salão Paroquial

A conferencista oficial da noite foi a acadêmica Sra. Prof. Nise Martins Laurindo, que discorreu sobre a vida e obra de seu patrono, pai e mestre, o prof. Francisco Antonio Martins Junior. O Sr. Presidente, D. Tomás Vaquero, deu a palavra ao acadêmico Roberto Junior, que apresentou e saudou a conferencista.

Feita a apresentação, foi imediatamente dada a palavra a conferencista que num belo e bem elaborado trabalho, modelo de erudição e sentimento, discorreu por cerca de uma hora sobre a vida e obra de seu patrono progenitor e mestre, o saudoso prof. Francisco Antonio Martins Junior, que por muitos anos viveu entre nós, destacando-se não só como educador emérito, mas também participando de toda a nossa vida cultural e política.

Como de costume, completou-se o programa com números de declamação de poemas pelas Sras. D. Cidinha Guimarães e Profa. Maria Benedita Rossi.

 

PLÍNIO SILVA E AFONSO SCHMIDT

27/10/1972 – Salão Paroquial

O orador oficial da noite foi o acadêmico poeta Plínio Silva, residente em Mococa/SP, ocupante da cadeira nº 30, que tem como patrono o escritor Afonso Schmidt.

Após breves palavras do Sr. Presidente, congratulando-se com todos pela projeção que vai alcançando a nossa Academia, conhecida já e comentada não apenas nas cidades vizinhas, mas na própria Capital, deu a palavra ao Dr. Helio Fonseca para saudar e apresentar o conferencista da noite.

Com a palavra enfim, o acadêmico Plínio Silva discorreu longamente sobre a vida e obra do seu patrono, de quem foi amigo íntimo. Reportando-se à sua longa convivência com Afonso Schimit no passado, referiu-se a episódios interessantes e mesmo humorísticos da vida de seu patrono, cujo trabalho como escritor enalteceu e justamente louvou.

Seguiram-se como de costume números de declamação pelas Sras. Profa. Carmela Edwirges Lombardi Vilela e D. Maria Benedita Abreu Rossi.

 

1º ANIVERSÁRIO DA ACADEMIA - JÚLIO ANDRADE FERREIRA

20/11/1972 – Salão Paroquial

O Sr. Presidente, Dom Tomás Vaquero, após breve, mas expressivas palavras sobre o primeiro aniversário da fundação da nossa Academia que se comemorava, deu a palavra ao acadêmico Dr. Abelardo Moreira da Silva, que historiando os trabalhos iniciais da fundação do nosso sodalício, citou os nomes de três acadêmicos dos mais entusiastas que participaram desses trabalhos, cujo sucesso em verdade se deve ao esforço conjunto de todos os acadêmicos desta cidade e constitui uma conseqüência natural do progresso cultural de São João da Boa Vista.

A seguir, o conferencista da noite, o acadêmico Prof. Julio de Andrade Ferreira foi apresentado e saudado pelo acadêmico Dr. Jordano Paulo da Silveira. Com a palavra finalmente o prof. Julio de Andrade Ferreira, produziu um belo trabalho sobre a vida e obra de seu patrono, o grande educador que foi Erasmo Braga.

Concorrendo para o brilho dessa reunião de cultura e arte, declamaram belos poemas as Sras. Lucila Martarelo Astolpho e Odila Braga Nascimento. Quando da palavra livre, usou-a o Sr. Fortunato Bernardes Valentin. Finalmente encerrando a sessão, o Sr. Presidente declarou: “ nossa academia um centro de cultura e arte de ecumenismo aberto” que não poderia faltar a nossa cidade, e cuja existência se vai consolidando graças ao interesse e apoio que vem encontrando de parte dos estudantes e das elites intelectuais.

 

NELSON DE PALMA TRAVASSOS, O AMIGO DE MONTEIRO LOBATO

14/12/1972 - Salão Paroquial

O Sr. Presidente  Dom Tomás leu uma saudação do Sr. Prefeito e fez a entrega de medalhas comemorativas do Sesquicentenário da Independência em nome do governador da cidade aos acadêmicos presidente Dom Tomás Vaquero, Cônego Luis Gonzaga Bergonzini, Monsenhor David e prof. Octavio Pereira Leite.

Designado pelo Sr. Presidente, fez a apresentação e saudou o conferencista da noite, acadêmico Dr. Nelson de Palma Travassos, o nosso confrade Dr. Oliveira Neto.

A seguir com a palavra o Dr. Palma Travassos, que foi amigo particular e conviveu com o seu patrono o grande autor de “Urupês”, produziu uma belo, erudito e substancioso trabalho sobre o tema “Importância de Monteiro Lobato na literatura brasileira”.

Logo após, seguiram-se números de declamação. A Sra. Odila Braga Nascimento, “O velho sino”; a Sra. Maria Aparecida Guimarães (D. Cidinha), declamou os poemas “Anhangabaú” de Guilherme de Almeida e “Estrela apagada” do nosso confrade acadêmico Roberto Junior.

Também a poetisa visitante, Sra. Maria José Aranha Resende, da Academia Santista de Letras, disse os poemas de sua autoria “Saudade Estranha”, “Oração” e “Conselho”. Foi apresentado e dirigido pelo acadêmico rev. José Rodrigues Cordeiro um interessante número de jogral, constituído por estudantes, sobre o tema “O negro na grandeza do Brasil”.

Quando da palavra livre, usou-a o acadêmico Dr. Jordano Silveira, que leu um soneto seu em homenagem ao Dr. Palma Travassos.

 

HOMENAGEM AO DR. TEÓFILO RIBEIRO DE ANDRADE

17/03/1973 - Salão Diocesano

Representavam a família do homenageado, a Sra. D. Aracy de Oliveira Azevedo e o Dr. Teófilo de Andrade Filho, bem como o orador oficial da noite Dr. José Osório de Oliveira Azevedo.

O orador, acadêmico Dr. José Osório de Oliveira Azevedo, produziu um belo e substancioso trabalho, no qual durante cerca de uma hora, pôs em destaque os aspectos mais vivos e marcantes da personalidade, da vida e da obra verdadeiramente edificantes do homenageado.

A seguir, o Grupo Escolar “Dr. Teófilo de Andrade” fez um interessante número de jogral, por um grupo de alunos, referindo-se à personalidade e a vida do homenageado, e o Externato Santo Agostinho apresentou um coral.

Fizeram uso da palavra o Sr. Prefeito Dr. Antenor José Bernardes, que em nome da cidade prestou expressiva ao Dr. Teófilo de Andrade e, por último, falou o Dr. Teófilo de Andrade Filho, que com palavras repassadas de emoção agradeceu em seu nome e em nome de toda a família do homenageado, a lembrança daquela comemoração que todos os presentes estavam tributando à memória de seu venerando pai.

 

JUVERSINO GARCIA DE OLIVEIRA

26/05/1973 - Salão Paroquial

O orador da noite foi o acadêmico Dr. Juversino Garcia de Oliveira, titular da cadeira nº 31, cujo patrono é Paulo Setúbal, apresentado pelo  prof. Francisco Roberto de Almeida Junior, que a seguir, pronunciou sua palestra sobre Paulo Setúbal, discorrendo com relação a sua pessoa, suas obras literárias, em prosa e verso.

A seguir, o acadêmico Dr. Jordano Paulo da Silveira leu interessante soneto de sua autoria, dedicado ao conferencista, e a professora d. Odila Braga Ferreira,  declamou a bela poesia “Mandinga”, de Paulo Setúbal. Pedindo a palavra, o acadêmico Dr. Abelardo Moreira da Silva informou à Diretoria que está procedendo ao registro da biblioteca da Academia junto ao Ministério da Educação.

 

ANIVERSÁRIO DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA

26/05/1973 – Sociedade Esportiva Sanjoanense

Atendendo à honrosa solicitação da Prefeitura Municipal, a Academia de Letras de São João da Boa Vista deu a sua participação aos festejos com que a cidade comemorou o aniversário de sua fundação. Estavam presentes: Acadêmico Monsenhor Antônio David, Cônego Luiz Gonzaga Bergonzini, Dr. Jordano Paulo da Silveira e, professores Francisco Roberto de Almeida Júnior e Octávio Pereira Leite; Dr. Alfredo Naor Rodrigues, Presidente da Sociedade Esportiva Sanjoanense; Prof. Virgílio Marcondes de Castro, membro da Comissão Municipal promotora das festividades do aniversário da cidade e Prof. Ari Geraldo Gondin Guimarães, Inspetor do Ensino Primário.

O conferencista da noite foi o Cônego Luiz Gonzaga Bergonzini, que falou sobre os diversos ângulos, facetas da história de São João da Boa Vista, de seus homens ilustres, da vida de uma comunidade que cresceu e prosperou neste belo recanto da terra bandeirante.

Logo a seguir, a bandinha da Casa da Criança executou alguns trechos musicais. O Sr. Olindo Garcia, dirigindo os coros das igrejas da Vila Brasil e Santo Antônio, apresentou alguns números musicais, inclusive o Hino da cidade. A Professora Dona Carmela Edwiges Lombardi Vilela, com a graça que lhe é tão peculiar, declamou o inspirado poema “No Azul da Mocidade”.

 

MARIA LEONOR ALVAREZ SILVA HOMENAGEIA JAÇANÃ ALTAIR

30/06/1973 - Salão Paroquial

Pouco antes da reunião da Academia, isto é, às 20:00 horas, na Biblioteca Municipal, o Prefeito Dr. Antenor José Bernardes, inaugurou o retrato de Jaçanã Altair e uma placa perpetuando o evento. O retrato foi executado pela exímia artista sanjoanense professora Maria Maisa Barcelos do Amaral

A conferencista da noite d. Maria Leonor Alvarez da Silva, é titular da cadeira n. 19 no nosso Ateneu e membro da Academia Piraciabana de Letras

O acadêmico dr. Emílio Lansac Toha, saudou a conferencista dona Maria Leonor, brilhante escritora sanjoanense, autora de diversas obras de ficção e história e mais assídua das colaboradoras da imprensa local.

Pelo espaço de pouco mais de uma hora dona Maria Leonor reviveu a vida e a obra de Jaçanã Altair Pereira Guerrini, nascida em São João e que passara quase toda a sua existência na cidade de Piracicaba, onde exerceu o magistério, militou na imprensa, no teatro, na vida social, nas atividades beneficentes.

Agradeceu ao ex-prefeito Dr. Oscar Pirajá Martins Pilho e o atual Governador da cidade, Dr. Antenor José Bernardes, aos quais se deve a concretização da justa homenagem prestada à memória de Jaçanã Altair, perpetuando o seu nome e a sua lembrança na Biblioteca Municipal. De improviso, o prof. Luiz Leandro Guerrini, esposo de Jaçanã Altair, usou da palavra, para externar os seus agradecimentos pelas homenagens que estavam sendo prestadas à memória de sua esposa. De Piracicaba, vieram outros familiares de Jaçanã Altair.

Fez uso da palavra o acadêmico Dr. Hélio Corrêa Fonseca. O orador, em nome do Legislativo e do Executivo, falou do significado e da procedência das homenagens tributadas à Jaçanã Altair, a primeira escritora sanjoanense, que tendo escrito “João Negrinho” e outras obras de valor literário deixou o seu nome na galeria das grandes personalidades no mundo das letras em nosso País.

O “Externato Santo Agostinho”, dirigido pelas distintas educadoras Sarah Salomão e Maria José Lopes, se fez presente com um grupo de alunos, na segunda parte do programa da noite. Foi então, cantado o Hino da cidade e o “Trevo” de Vinícius de Mores. A Professora Dalva Veiga de Souza Ribeiro, residente em Campinas/SP, declamou belo poema “No País das Lágrimas”. Dona Maria Aparecida  Guimarães,  disse versos de Cassiano Ricardo, “Moça tomando café”. Os jovens Luiz Carlos Pisteli, Antônio  Ricci e José Domingos Gífoni Rosa, com números de violão e canto, concluíram  o  programa. 

 

ENTREGA DOS MEDALHÕES E PASTAS  - LICÍNIO VITA DA SILVA

25/08/1973 - Salão Paroquial

Presentes, o Sr. João Gurgel Junior, membro da Academia Campinense de Letras e Artes e do Clube dos Poetas e o Dr. Paulo da Silva Pinheiro, membro também dessa ilustre Academia da cidade das Andorinhas.

Antes da apresentação do orador da noite Dr. Licínio Vita da Silva, pediu a palavra  Dr. Abelardo Moreira da Silva, quando  fez o relato das suas atividades junto a diversas personalidades e instituições bancárias desta cidade, com o objetivo de obter delas donativos destinados à aquisição do medalhão acadêmico e de pastas individuais. 

Obteve do Prefeito de Águas da Prata, o doutorando em Direito Sr. Welson Gonçalves Barbosa, o donativo em dinheiro, suficiente para cobrir mais da metade do custo dos medalhões. Do Banco Brasileiro de Descontos, através dos Srs. Ítalo José Sensato e Oswaldo Vieira, recebeu a academia quarenta pastas, primorosamente confeccionadas.

Em seguida, Dr. Abelardo fez a apresentação do conferencista Licínio Vita da Silva que falou sobre o patrono de sua cadeira, a de nº 10, o eminente patrício Dr. Washington Luis Pereira de Sousa. 

Ato contínuo, D. Tomás fez a entrega dos medalhões aos acadêmicos. Os medalhões dourados reproduzem, em relevo, o brasão de nossa Academia. O desenho foi feito pelo exímio artista italiano, hoje sanjoanense de coração, Sr. Augusto M. C. Procesi, um dos elementos que prestam serviço na “Organização Welson Barbosa”, desta cidade. Por acréscimo ao brasão, no livro aberto, encontra-se também em relevo, o seguinte verso de Castro Alves: “Bendito o que semeia livros!”.

Trata-se, enfim, de um rico mimo, digno da comunidade de nossos acadêmicos. As pastas, confeccionadas com gosto e arte, reproduzem os nomes dos acadêmicos, seus patronos e suas cadeiras.

 

ENTREGA DE INSÍGNIAS - CÔNEGO LUIZ GONZAGA

22/09/1973 - Salão Paroquial

Aberta a sessão, D. Tomás Vaquero conferiu o medalhão acadêmico aos seguintes membros efetivos do Sodalício: Monsenhor Antônio David; Dr. Acácio Ribeiro Valim; Dr. Emílio Lansac Toha; Dr. Juversino Garcia de Oliveira; Dona Maria Leonor Alvarez da Silva e professora dona Nisa Martins Laurindo.

O acadêmico Octavio Pereira Leite Cônego fez a apresentação do Cônego Luiz que passou a proferir sua oração em torno da vida e da obra do patrono da Cadeira n.o 12 no nosso Sodalício — D. Francisco de Aquino Corrêa, que foi Arcebispo de Cuiabá, Presidente do Estado de Mato Grosso e membro da Academia Brasileira de Letras.

Seguiram-se dois números de declamação: “Meu Jesus”, de D. Aquino para que este saudasse o orador da noite, o Dr. Acácio Ribeiro Vallim. Dr. Emilio, poeta de coração, fez um traço luminoso da personalidade da pessoa que ele estava saudando. Dr. Emílio salientou as críticas positivas aos romances escritos pelo Dr. Acácio Vallim. Elogiou o livro “Girivá”, livro simples que é um borbulhar de ternura e saudade, em homenagem à nossa querida terra.

Dr. Acácio Vallim discorreu sobre a vida e obra de seu patrono: “Alexandre de Gusmão”. Um trabalho de pesquisa muito bem feito, fartamente documentado. Dr. Acácio, ao terminar, ofertou à Biblioteca da Academia dois valiosíssimos livros.

 

ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA E ELEIÇÃO DE MUNIR MOUKARZEL PARA A CADEIRA 03 

10/09/1974 - Residência Episcopal

Iniciado sós trabalhos, procedeu-se à apuração dos votos para a eleição da nova Diretoria da Academia para o triênio 1975/77.

O Dr. Munir Moukarzel membro da Academia Piracicabana de Letras, advogado, poeta e autor de diversas peças de teatro obteve a maioria absoluta dos votos. Conhecido o resultado dessa votação Dom Tomás Vaquero designou o acadêmico Monsenhor Antônio David para saudar o eleito e marcou o dia 19 de outubro vindouro, às 20:30 horas, no Salão Paroquial desta cidade para a solene posse. Nessa ocasião, nosso acadêmico deverá falar sobre o patrono de sua Cadeira, o poeta Alphonsus de Guimarães e também sobre a vida e a obra do primeiro titular, o falecido Prof. Roberto Júnior.

Dom Tomás Vaquero, a seguir, designou o dia 16 de novembro de 1974, às 20:30 horas, no mesmo Salão Paroquial, para a posse da nova Diretoria. A sessão terá caráter solene.

 

POSSE DE MUNIR MOUKARZEL

19/10/1974 – Salão paroquial

D. Tomás empossou o novo acadêmico; Dr. Munir Moukarzel que recebeu o diploma e ainda o colar com o respectivo medalhão que lhe foi colocado pela esposa D. Olga. Em seguida, D. Tomás cedeu a palavra ao Dr. Munir para que ele discorresse sobre a vida e obra de seu Patrono: Alphonsus Guimarães. Com muita classe Dr. Munir levou os ouvintes a conhecer um de nossos poetas tão queridos, declamando versos lindos do vare brasileiro.

Depois de explanar sobre o seu Patrono, discorreu sobre a vida e obra do Prof. Francisco Roberto de Almeida Júnior, seu antecessor na Cadeira nº 3, de nossa Academia, Filigranas em versos foram apresentadas, das de autoria de nosso saudoso ex-confrade, falecido em abril deste ano. Roberto Almeida Júnior deixou em rimas tudo o que lhe ia à alma apaixonada e pura de artista.

Monsenhor Antônio David para que este saudasse o novo acadêmico. Em primeiro lugar ele agradeceu aos companheiros de Academia a escolha de seu nome para a missão tão agradável, visto que os dois eram descendentes de libaneses. Monsenhor Antônio David, com mansidão e grande tarimba de orador recordou a terra querida: o Líbano.

Líbano-País dos cedros, onde o Dr. Munir residiu por vários anos. Diante de nossos olhos as belezas descritas sobre as terras dos libaneses, terminando por dizer que o “Líbano canta chorando a canção da saudade...”

 

1º MEMBRO HONORÁRIO—ANTÔNIO FERRZ MONTEIRO (DR. LILO)

30/11/1974 - Salão Paroquial

D. Tomás anunciou que o Dr. Antonio Ferraz Monteiro, acadêmico, não podendo continuar como sócio efetivo de nossa academia endereçou ao presidente um ofício pedindo para continuar como Sócio Honorário, no que foi aceito.

 

REVERENDO JOSÉ RODRIGUES CORDEIRO

21/12/1974 - Salão Paroquial

O Dr. Jordano Paulo da Silveira, falou sobre a personalidade do ilustre conferencista da noite. Disse da vida de trabalhos pastorais e de magistério do Revdo. Cordeiro — um cidadão inteiramente dedicado aos seus ideais - espírito lúcido, inteligência brilhante, sempre engajado no bom combate em benefício do próximo - seu irmão.

O Revdo. José Rodrigues Cordeiro produziu, então, sua esperada conferência sobre a vida e obra de Coelho Neto, patrono de sua Cadeira nº 7 no nosso Ateneu. Falando de improviso, durante quarenta minutos, o orador, fluente na palavra, seguro de suas conclusões, trouxe múltiplas facetas das atividades literárias de Coelho Neto, que foi, sem dúvida, uma das mais brilhantes culturas do nosso País.

Concluída a conferência, seguiram-se dois números de canto a cargo de um quarteto da Igreja Presbiteriana local. O quarteto apresentou-se de maneira impecável, cantando a quatro vezes, músicas de Natal.

Dona Lourdes Godoy que já havia doado à Academia cerca de 100 volumes acresceu à sua anterior doação, mais 101 livros, em memória do seu falecido irmão Luiz Gonzaga de Godoy, que foi um dos grandes admiradores da nossa Casa de Letras.

O tempo prejudicou bastante a última reunião do ano. A chuva, muito pesada e constante, caiu justamente pouco antes e no início da sessão.

 

OCTÁVIO PEREIRA LEITE FALA SOBRE JOSÉ DE ALENCAR - JOSÉ MAGALHÃES NAVARRO RECEBE AS INSÍGNIAS

12/04/1975 – Salão paroquial

A saudação protocolar coube ao acadêmico Dr. Abelardo Moreira da Silva que, num belo improviso, “deixando falar o coração”, discorreu sobre a vida do acadêmico Prof. Octávio Pereira Leite. Contou ele das caminhadas desse grande homem como cartorário, homem íntegro sob todos os aspectos.

Em seguida usou da palavra o prof. Octavio Pereira Leite que abordou com grande conhecimento, a vida e obra de seu patrono: José de Alencar. Num retrospecto maravilhoso e preciso, desfilaram os personagens do grande poeta, político, jor¬nalista e tribuno da terra do nordeste brasileiro.

O Presidente da Academia, Dom Tomás Vaquero, entregou ao Sr. José Magalhães Navarro as insígnias de nosso sodalício.

Dr. Octávio da Silva Bastos assumiu a presidência e deu continuidade aos trabalhos da noite. Anunciou a proclamação da candidata eleita para a Cadeira nº 24, a poetisa Maria José Aranha de Rezende, que substituirá o titular anterior Dr. Antônio Ferraz Monteiro, que passou para a categoria de Membro Honorário.

 

ODILA DE OLIVEIRA GODOY - NOITE ROMÂNTICA

24/05/1975 – Salão Diocesano

Coube ao acadêmico Octavio Pereira Leite a incumbência, de fazer a saudação protocolar, enaltecendo a personalidade de d. Odila de Oliveira Godoy, que, pelos seus méritos, suas virtudes e inteligência tanto enobrece e dignifica a sociedade sanjoanense e a comunidade de seus pares.

No seu delicado e substancioso trabalho Dona Odila abordou facetas interessantes da vida e da obra literária de Casimiro de Abreu, patrono de sua Cadeira, de nº 15, na Arcádia sanjoanense.

Como complemento do programa da noite, os jovens Carioquinha, Zezinho Só, Luiz Carlos Pistelli e Waltinho, com acompanhamento de violão, cantaram as músicas “Recorde de Liberdade”, Disparada” e “Fica mal com Deus”, com o emprego de textos de  Castro Alves.

O acadêmico Dr. Jordano Paulo da Silveira declamou o soneto “Na Academia”, de sua autoria, dedicando-o à D. Odila. O Padre Oswaldo A. Arrighi leu um ofício dirigido à Academia, pedindo apreciação e críticas objetivas a respeito de seu livro, ainda inédito, “Folclore Regional”, no qual reuniu cerca de 150 poemas e música de dona Edwina Noronha de Andrade — venerável matrona e que é uma das mais autênticas expressões de cultura da Mulher Sanjoanense. O livro do Padre Oswaldo certamente será apreciado pela nossa Academia de Letras.

O Presidente, antes de encerrar a sessão comunicou à Casa que, dia 4 de Junho de 1975, às 21 horas, na Academia Paulista de Letras deverá ser empossado na Cadeira nº 18 o nosso festejado confrade Nelson Palma Travassos. A Academia far-se-á representar pelos sócios fundadores Dr. Joaquim José Oliveira Neto e Dr. José Osório de Oliveira Azevedo.

 

PENTA-PALESTRA. DOM TOMÁS VAQUERO; OCTÁVIO DA SILVA BASTOS; JOAQUIM JOSÉ OLIVEIRA NETO; EMILIO LANSAC TOHA E PALMYRO FERRANTI

28/06/1975 - Salão Paroquial

O Presidente Dom Tomás Vaquero falou sobre o tema “Deus é amor”. Sua palestra inteiramente desenvolvida à luz da filosofia cristã constitui um hino de exaltação ao Pai comum - fonte de todas as graças.

Sucedeu, na seqüência dos trabalhos, o vice-presidente Dr. Octavio da Silva Bastos, falando sobre aspectos do ensino universitário em nossa cidade”. Aquele, por todos considerado, o semeador de Faculdades em nossa terra, desenvolveu oportunas considerações sobre a importância das Faculdades como fator de progresso e de aprimoramento da cultura da; mocidade. O Dr. Joaquim José de Oliveira Neto trouxe para o gáudio da assistência “Uma página esquecida da História. Falou sobre as reduções jesuíticas e o apostolado dos filhos de Santo Inácio de Loiola em terras da América meridional. O Dr. Emílio Lansac Toha, com a exuberância de seu lirismo poético discorreu sobre um tema sobremodo ameno “Caminhos de Redenção”. Por derradeiro, o Dr. Palmyro Ferranti, confessando  seu otimismo em considerar o futuro, discorreu sobre interessante tema “Final do Século XX”. Analisou o que estaria por acontecer nestes 25 anos restantes do século em curso.

 

POSSE DE MARIA JOSÉ ARANHA DE REZENDE – POETA SANTISTA   -  JOSÉ OSÓRIO ELEITO PARA O INSTITUTO GEOGRÁFICO

09/08/1975 - Salão Paroquial

Aberta a sessão o Dr. Octávio da Silva Bastos fez a entrega das insígnias e do Diploma da Academia de Letras de São João da Boa Vista à D. Maria José Aranha de Rezende.

Com a palavra o acadêmico Dr. Joaquim José Olivei¬ra Neto que discorreu sobre a personalidade de Maria José. Com aquela classe e simpatia tão conhecidas dos sanjoanenses, Oliveira Neto discorreu com brilhantismo e entusiasmo enaltecendo a poetisa santista. Disse mesmo que Maria José “E uma poesia realizada”. Contou ele que a sobrinha-neta de Vicente de Carvalho tornou-se conhecida internacionalmente por suas poesias, repletas de beleza e perfume.

Dando continuidade, Maria José Aranha de Rezende traçou o perfil do Patrono de sua cadeira: Dr. Manuel Carlos de Figueiredo Ferraz com uma precisão comovente que agradou a todos. Contou passagens interessantes da vida do poeta e magistrado Dr. Manuel Carlos Figueiredo Ferraz. Maria Jose ainda falou sobre a Poesia “A Virgem Loura” de Casimiro de Abreu.

O Presidente deu conhecimento ao público, saudou e cumprimentou o confrade Dr. José Osório de Oliveira Azevedo por este ter sido eleito para o Instituto Geográfico e Histórico de São Paulo. Dr. José Osório tem elevado o nome de São João com seus fecundos trabalhos de pesquisa relacionados com a vida pública de nosso município.

O Presidente em exercício, Prof. Octávio falou nos quatro anos de nossa Academia de Letras e enalteceu o seu pioneiro que foi o Dr. Octávio da Silva Bastos, “O Semeador de Faculdades”.

Temos a destacar uma notícia também importante: achava-se no plenário, incógnito, demonstrando uma das mais belas virtudes que é a modéstia, o Dr. Manuel Carlos de Figueiredo Ferraz Filho que veio assistir à conferência de Maria José. Dr. Manuel Carlos de Figueiredo Ferraz Filho é um magistrado de renome na capital paulista e só se deu a conhecer no final da sessão.

1  2  3  4  5  6  7 8 9 10 11 12 13 14

1  2  3  4  5  6  7 8 9 10 11 12 13 14